Projeto Missão País regressou a Chaves para uma semana de apostolado e ação social

Os estudantes universitários voltaram a marcar presença na Santa Casa da Misericórdia de Chaves levando a cabo uma missão que pretendem “deixe marcas”.

Num serviço de voluntariado continuam a dar uma semana das suas férias entre semestres para abraçar o desafio de “ir ao encontro do outro”. É através deste princípio que se define o projeto Missão País como referiu Filipa Ferreira. A estudante universitária, de 22 anos, fez parte dos 60 jovens acolhidos em Chaves, oito dos quais, viveram a experiência entre a creche e o Lar Nossa Senhora da Misericórdia, em Casas dos Montes.

 

 Voluntariado e oração de mãos dadas

 

Aproximar-se de quem mais precisa, noutras comunidades e localidades, para partilhar o Evangelho com “simplicidade, através do testemunho da fé, do serviço e da caridade” faz parte dos objetivos do projeto que tem 23 anos de existência.

“Vimos com o objetivo de ajudar, de fazer o bem, e embora os idosos podem não se dar conta, nós recebemos mais do que damos. Independentemente da altura e da fase da vida em que está cada um de nós, sermos capazes de reconhecer a presença de Cristo nalgum momento das nossas vidas, sentindo algo interiormente que não se explica é uma alegria transbordante” referiu a jovem missionária que marcou presença na estrutura residencial de idosos.

Além dos momentos de oração, destacaram-se momentos musicais, jogos, conversas e exercício físico com o objetivo de proporcionar pequenas ajudas no quotidiano do lar, contribuindo para a melhoria do dia a dia dos residentes. Participaram igualmente nas diversas atividades que os técnicos de Animação Sociocultural desenvolvem naquela resposta social, destacando com entusiasmo “até aprendemos a fazer croché” e enalteceram “a boa vontade e paciência” da utente residente Lurdes Guedes com quem tiraram uma foto como forma de agradecimento.

 

“É preciso escutar”

 

‘A Paz seja convosco’, é o lema da Missão País 2026, que tem fundamento no Evangelho de São João, mas foi, também, “a frase escolhida pelo Papa Leão XIV no primeiro momento em que se apresentou à Igreja “, relembrou o padre José Paulo que mais uma vez acompanhou os jovens nesta missão.

Com o objetivo de “levar conforto espiritual”, salientou “o sentido” do lema deste ano, “tem muito a ver com o ambiente tenso que vivemos e a necessidade dessa Paz que queremos seja sinónimo de amor, paciência, esperança, generosidade e sobretudo de escuta”. “É preciso escutar ajuda-os a libertar um bocadinho as mágoas que ainda possam trazer com eles, por maiores ou menores que sejam, ajudando-os a aliviar um bocadinho essa dor”.

Na celebração de acolhimento que decorreu naquela estrutura sénior, o sacerdote António Dias que integra a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Chaves deu as boas vindas aos jovens reforçando o espírito solidário do projeto que promove “o bem-estar e a integração social”, com o desígnio de proporcionar “um ambiente de alegria e carinho, criando laços intergeracionais”. 

A Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto foi a responsável pela organização da Missão em Chaves, que decorreu entre 8 e 15 de fevereiro