Proposta do vereador do MAI de repúdio da atuação da VMPS aprovada por maioria

Na proposta, o vereador alerta que “tais infraestruturas foram executadas, no todo ou em parte

substancial, sem o necessário e prévio licenciamento municipal, em violação das normas legais aplicáveis e dos princípios da legalidade e da boa administração”.

O documento, a que tivemos acesso, acrescenta que, “diante da impossibilidade legal de emissão de licença enquanto não estiverem reunidos todos os pressupostos exigidos, designadamente os pareceres vinculativos das entidades externas competentes”, a empresa “adotou uma postura de pressão institucional, concretizada no corte da entrega de água mineral aos residentes do concelho de Vila Pouca de Aguiar”, tendo ainda “ameaçado o incumprimento de outras obrigações contratuais alheias ao presente processo de licenciamento”.

Segundo o vereador, esta conduta “consubstancia uma tentativa inadmissível de condicionamento da atuação de um órgão democraticamente eleito, afetando o regular funcionamento das instituições e afrontando os princípios basilares do Estado de Direito”.

A proposta sugere que a Câmara expresse o seu “firme repúdio por quaisquer práticas de pressão ou condicionamento institucional exercidas sobre os seus órgãos” e reafirme “o seu compromisso inequívoco com o cumprimento rigoroso da legalidade e com a defesa intransigente do interesse público municipal”.

A tomada de posição foi aprovada por maioria, segundo consta no resumo de deliberações (Proposta nº 161/2026 – VMPS – Águas e Turismo, S.A. – Tomada de posição – Manifestação de repúdio da Câmara Municipal), com os votos contra da Presidente da Câmara, Ana Rita Dias, e dos Vereadores José Teixeira e Diogo Fernandes.

A posição formal será remetida à VMPS, à Ministra do Ambiente e Energia, à Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), lê-se na nota da proposta enviada.

Foto: MAI