Bloco de Esquerda questiona Governo sobre ponte de arame entre Veral e Monteiros

O Bloco de Esquerda (BE) entregou a 10 de fevereiro, na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao Governo sobre a ponte de arame que ligava as localidades de Veral e Monteiros. No documento, o deputado Fabian Figueiredo refere que é “fundamental que se construa uma nova ligação e que se encontre uma solução que vá ao encontro das exigências da população de Veral e Monteiros”.

A ponte de arame, inicialmente edificada em madeira e arame, ligava as localidades de Veral, na União de Freguesias de Codeçoso, Curros e Fiães do Tâmega, no concelho de Boticas, e a localidade de Monteiros, na União de Freguesias de Pensalvos e Parada de Monteiros, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.

O BE questionou o Ministério do Ambiente e da Energia se tem conhecimento da situação e que medidas vai o Governo, em parceria com as autarquias, tomar para que se garanta a ligação entre as duas localidades. O deputado quer ainda saber se o Governo vai exigir à concessionária a construção de uma nova ponte.

A iniciativa parlamentar descreve que “mais do que uma simples infraestrutura de passagem”, a ponte de arame “assumiu um papel fundamental na vida económica e social de Veral e Monteiros”, explicando que “foi através dela que gerações de agricultores acederam às suas propriedades, transportaram produtos e mantiveram viva a ligação entre comunidades vizinhas que, de outra forma, ficariam separadas por longas distâncias”.

Desde o anúncio da construção da barragem do Alto Tâmega que a população luta pela travessia entre as duas localidades, assim como os autarcas dos dois concelhos, tendo sido subscritas petições e realizadas manifestações.

As ligações aos terrenos agrícolas são efetuadas em transporte rodoviário e é necessário percorrer uma distância de 54 quilómetros.

O Sistema Electroprodutor do Tâmega, empreendimento pertencente à empresa espanhola do setor energético Iberdrola, é um complexo que inclui três barragens e três centrais hidroelétricas, a de Daivões e Alto Tâmega, no rio Tâmega, e de Gouvães, no rio Torno, num investimento de mais de 1.6 milhões de euros.

 

Sara Esteves

Foto: DR