GNR alerta para burlas no arrendamento de casas de férias e destaca estabilidade em Vila Real

A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou esta quinta-feira, 16 de abril, para a persistência de burlas associadas ao arrendamento e aquisição de imóveis, tendo sido registadas 725 ocorrências em 2025, dentro e fora do território nacional. Já no distrito de Vila Real, o número manteve-se estável face ao ano anterior.

Em comunicado, a autoridade refere que, apesar de uma ligeira redução global de 5% face às 762 ocorrências registadas em 2024, “o fenómeno permanece disperso por todo o território, com especial incidência em zonas turísticas e grandes centros urbanos”, lê-se numa nota enviada.

Entre os distritos com maior número de casos, Faro lidera com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional), seguido de Setúbal (91), Lisboa (86) e dos distritos de Braga e Porto, ambos com 72 ocorrências.

No entanto, nem todas as regiões registaram aumentos, como é o caso de Vila Real, onde o número de ocorrências se manteve inalterado, com cinco casos registados em 2024 e 2025.

Esta autoridade sublinha, ainda assim, o aumento significativo deste tipo de crime em distritos do interior e do Norte, como Portalegre (+150%), Viana do Castelo (+89%), Leiria (+78%) e Castelo Branco (+75%), evidenciando “uma diversificação das áreas de atuação dos burlões”.

De acordo com a GNR, o esquema mais comum passa pela utilização de fotografias de imóveis reais para criar anúncios falsos com preços abaixo do mercado, com o objetivo de atrair vítimas e levá-las a efetuar pagamentos antecipados.

“O objetivo é atrair as vítimas pela vantagem económica e, posteriormente, exercer pressão psicológica através do argumento de ‘elevada procura’”, refere a GNR no mesmo comunicado. A Guarda Nacional Republicana realça que muitas vítimas só se apercebem da burla meses depois.

A força de segurança reforça que “a prevenção é a melhor ferramenta contra este crime” e recomenda cautela antes de qualquer pagamento. A GNR aconselha os cidadãos a desconfiarem de preços “demasiado baixos”, a visitarem os imóveis presencialmente e a verificarem a identidade dos anunciantes.

 

Sara Esteves

 


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16/04/2026

Sociedade

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