Inter-Reformados da USVR assinala primeiro aniversário em Chaves com críticas às pensões baixas e à degradação dos serviços públicos

A Inter-Reformados da União dos Sindicatos de Vila Real (USVR) assinalou no sábado, 21 de fevereiro, em Chaves, o seu primeiro aniversário, com críticas ao valor das pensões, ao aumento do custo de vida e à degradação dos serviços públicos, defendendo a valorização das reformas e a reposição da idade legal de acesso à aposentação nos 65 anos.

A comemoração decorreu durante um almoço de confraternização na cidade de Chaves, onde foram debatidas as condições atuais dos aposentados e pensionistas. Segundo a direção da estrutura, “as questões que os afetam persistem e tendem a piorar devido às escolhas políticas do Governo”, revelou a Direção da USVR numa nota enviada.

De acordo com os dados apresentados, “em 2025, aproximadamente 2,6 milhões de aposentados recebiam uma pensão média de 665 euros”. Entre estes, “mais de um milhão ganha até 510 euros, o que demonstra seu empobrecimento”.

A direção alerta que, “em muitos casos, essa situação leva-os a fazer escolhas prejudiciais à sua alimentação adequada ou ao pagamento de despesas essenciais, como habitação, eletricidade, gás ou medicamentos”.

Entre os fatores apontados estão “a sustentabilidade, o aumento significativo do custo de vida, desde a alimentação até aos medicamentos, o drama da habitação e a degradação do SNS [Serviço Nacional de Saúde]”, lê-se na mesma nota.

A estrutura sindical critica ainda medidas pontuais adotadas pelo Governo, referindo que “o suplemento extraordinário concedido aos aposentados no final de setembro foi uma medida pontual, bastante restrita e de caráter eleitoral (autárquicas), que não solucionou o problema estrutural e contínuo das aposentadorias”.

Para a Inter-Reformados da USVR, “é imprescindível valorizar as pensões, uma vez que a atualização anual deste ano não atendeu à demanda de recuperar o poder de compra perdido nos anos anteriores”.

A organização considera que “em 2026, o cumprimento da lei de atualização anual das pensões foi muito insuficiente, pelo que será necessário continuar a lutar por melhores pensões”, sublinhando que “essa é uma luta intergeracional, que envolve tanto trabalhadores quanto reformados”.

No encontro foi também denunciada a falta de respostas sociais adequadas para a população idosa, defendendo-se “uma Rede Pública de Equipamentos Sociais gerida pela Segurança Social, com múltiplas valências, que cumpra o papel do Estado no que diz respeito à igualdade de acesso e à qualidade dos serviços prestados”.

A direção recorda ainda que “Portugal ocupa a décima posição mundial em relação à idade da reforma mais alta, que é de 66 anos e 9 meses”, defendendo que “é fundamental restabelecer a idade legal de acesso à reforma aos 65 anos”, bem como a eliminação do fator de sustentabilidade e a possibilidade de reforma sem penalizações com 40 ou mais anos de carreira contributiva.

No final, a Inter-Reformados da USVR sublinha que, no seu primeiro aniversário, “não se concentrou apenas em números ou estatísticas”, mas na realidade concreta de quem “diariamente, lida com a deterioração dos serviços públicos, pensões insuficientes e um aumento insuportável no custo de vida”.


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25/02/2026

Sociedade

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