Livro “Recordações de Luanda” de Floripo Salvador será apresentado no concelho aguiarense

O autor Floripo Virgílio Salvador, com ligações a Vila Pouca de Aguiar, vai apresentar o seu livro, “Recordações de Luanda”, no sábado, dia 23 de maio, às 15h30, na Biblioteca de Vila Pouca de Aguiar. Com esta obra o autor reflete as suas memórias vividas em Luanda, assim como as memórias de várias pessoas que entrevistou ao longo dos anos.

Natural do Juncal, concelho de Porto Moz, no distrito de Leiria, aos seis meses de idade a família de Floripo Salvador mudou-se para a aldeia da Freixeda, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, onde passou toda a infância e completou a sua instrução primária.  “Não estou arrependido de ter feito a infância na aldeia, porque a aldeia cria às pessoas uma endurance. Eu hoje estou mais preparado para enfrentar uma vida difícil se surgir do que aqueles meninos que nascem agora”, contextualizou Floripo Salvador.

Aos 17 anos partiu para a cidade de Luanda, em Angola, onde morou até aos 27 anos. Cumpriu serviço militar e acabou por se casar. Segundo Floripo Virgílio Salvador, foi obrigado a voltar em 1975 devido à situação política que ocorria no país.

Regressou a Portugal com uma paixão muito grande pela cidade de Luanda, onde trabalhou numa companhia de seguros que o possibilitava viajar. Nessas viagens encontrou várias pessoas que viveram em Luanda, ou em Angola, e perguntava-lhes sobre as suas experiências de vida e as suas respetivas memórias. Por esta razão, demorou 20 anos para finalizar a sua obra, “Recordações de Luanda”, que dispõe de mais de 300 fotografias. Este livro reflete os dez anos vividos, e segundo o autor, “o feedback foi bastante positivo”.

Floripo Salvador situa o tempo do livro como “pré-1975”, e afirma “que após esse ano a cidade se tornou descaracterizada”. “Havia prédios lindos na Avenida Marginal considerado uma sala de visitas da cidade que foram ofuscados por masmorras de 30 a 40 andares”, explica o autor.

Apesar do seu grande amor pela escrita, não se considera um escritor. “Não me considero, de maneira nenhuma, escritor, porque isso seria uma ofensa para os verdadeiros escritores”, revela.

Floripo Salvador conta com sete obras publicadas, todas monografias. Em 2002, lança “Memórias de um Resineiro”, descrevendo a sua família de resineiros. Em 2004 surge a obra, “Memórias de Vidago”, retratando a sua infância vivida nesta vila termal. Em 2011 surge a peça “Memórias da Freixeda”, acerca da sua experiência na aldeia do concelho de Vila Pouca de Aguiar.

A apresentação do livro “Recordações de Luanda” será no sábado, dia 23 de maio, às 15h30, na Biblioteca de Vila Pouca de Aguiar.

 

Giovane Rodrigues

Fotos: Floripo Salvador


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20/05/2026

Cultura

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