Operação que desmantelou fábrica clandestina de produção de tabaco em Sabroso de Aguiar com mais um suspeito e perto de 20 pessoas identificadas

A Unidade de Ação Fiscal (UAF) da Guarda Nacional Republicana (GNR) divulgou na manhã de hoje, quinta-feira, dia 29 de janeiro, atualizações em relação ao desmantelamento da fábrica clandestina de produção de tabaco em Sabroso de Aguiar, onde dá conta de mais um suspeito constituído arguido, e cerca de 20 pessoas identificadas como intervenientes na atividade criminosa.

Foi no decorrer da Operação “Simba” que, além de um primeiro homem detido, de 47 anos, que já foi apresentado à autoridade judiciária para primeiro interrogatório ontem, dia 28 de janeiro, também foi constituído arguido um “cidadão do sexo masculino, com 48 anos de idade, condutor da viatura pesada de mercadorias interveniente no acidente de viação que esteve na origem da apreensão da maquinaria destinada à produção ilícita de tabaco”, refere a UAF em comunicado.

Na realização das buscas ocorridas, cerca de duas dezenas de pessoas foram também identificadas devido ao seu envolvimento na atividade criminosa.

A organização atuava em quatro armazéns distintos, “um deles albergava a unidade fabril clandestina de produção de cigarros, enquanto os restantes funcionavam como infraestruturas de apoio logístico, estrategicamente utilizadas para dispersar a atividade e dificultar a deteção do local efetivo de produção”, refere a UAF. A unidade fabril desmantelada estava “construída no interior do armazém, concebida para minimizar a propagação de ruído para o exterior e dificultar a referenciação da atividade ilícita”. Também no local havia uma área habitacional onde permaneciam trabalhadores ligados à produção de tabaco.

No total foram realizadas “17 buscas, seis buscas domiciliárias, quatro em armazéns e sete em veículos na disponibilidade dos suspeitos”.

Das diligências efetuadas resultaram, refere a mesma nota publicada, as seguintes apreensões: 8 433 500 gramas de folha de tabaco, com um valor estimado de 1 855 370 euros, correspondendo a uma prestação tributária presumida de 1 771 035 euros; 26 480 cigarros, com um valor comercial estimado de 6 831,84 euros, correspondendo a uma prestação tributária presumida de 5 661,42 euros; 146 paletes de componentes e matérias-primas destinadas ao fabrico de cigarros; várias máquinas industriais, utilizadas em todo o circuito de produção de cigarros; dois geradores, utilizados para assegurar o funcionamento autónomo da unidade fabril; 376 caixas contendo material diverso utilizado no processo de produção de cigarros; um veículo pesado de mercadorias e dois semirreboques; um empilhador; telemóveis e diverso material informático.

 

Um milhão de cigarros por dia e perda de receita fiscal de 10 milhões de euros

Esta Unidade de Ação Fiscal da GNR estima que a fábrica clandestina desmantelada produzia diariamente “de cerca de um milhão de cigarros, o que corresponde aproximadamente à transformação de uma tonelada de tabaco por dia”. Com os dados recolhidos no decorrer da Operação “Simba”, calculam ainda que “a perda de receita fiscal para o Estado português possa ultrapassar os 10 milhões de euros”.

A investigação ainda está em curso, a cargo da Unidade de Ação Fiscal, sob a alçada da direção do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional do Porto.

 

Ângela Vermelho

Foto: GNR


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29/01/2026

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